Quando e como se forma a autoestima?

by | Atualizado em 1 de Maio de 2022

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A autoestima é o valor (positivo ou negativo) que cada um de nós atribui a si próprio, e é fundamental para o seu bem-estar pessoal. Pois, a capacidade que cada pessoa possui para se aceitar a si mesma e sentir amor-próprio, está ligada à autovalorização e tem impactos ao longo da vida. Quer saber quando se começa a formar a autoestima?

Apesar de, muitas vezes, utilizarmos a palavra autoestima, talvez seja menos vulgar investirmos o nosso tempo a perceber a sua real importância e o seu impacto nas nossas vidas. Talvez seja ainda menos comum estarmos conscientes do modo como se forma a autoestima, ou tão pouco, qual a nossa contribuição para a construção da autoestima das crianças que vivem no nosso meio de influência – enquanto pais, cuidadores, professores, familiares, amigos.

Por essa razão, talvez seja importante que possa agora ter a noção de quando e como se começa a formar a nossa autoestima.

Como se forma a autoestima

Praticamente desde que nascemos, que a vida começa a determinar algumas condições para sermos estimados. Seremos bem tratados e cuidados se formos obedientes, se nos alimentarmos conforme o esperado, se nos comportarmos de acordo com certos parâmetros, se estudarmos, se trabalharmos, se tivermos sucesso pessoal e profissional. Sendo ou não verdade, o que sentimos é que, se correspondermos às expectativas que têm à cerca de nós, teremos mais probabilidade de sermos aceites e de gostarem de nós.

Nos primeiros anos das nossas vidas – quando somos crianças – as interações que temos com os outros, estabelecem um conjunto de lições emocionais. Essas lições que aprendemos na infância estão baseadas nas harmonias e nos percalços das interações que fomos tendo com aqueles que cuidavam nós.

Quando e Como se forma a autoestima? A autoestima começa a formar-se na infância através da interação com as outras pessoas. Nesse sentido, a construção da perceção que, cada um de nós tem de si mesmo, começa quando somos crianças.

O comportamento das pessoas mais próximas é muito importante para a construção da autoestima infantil. Pois, como sabe, uma criança é facilmente influenciada, e moldada, por aqueles que lhe são próximos – principalmente os pais – que para ela são o modelo a seguir.

O que acontece na infância

É vulgar vermos uma criança a imitar os adultos e a copiar o seu comportamento (comportamento social imitativo). As crianças seguem o modelo de comportamento das pessoas mais importantes para elas, e é na sua imagem que se refletem.

Dessa forma, a criança vai formando a sua autoestima com base na interação com o ambiente que a envolve, e sobretudo com pessoas mais significantes do seu meio familiar, escolar, social, etc. Por essa razão, na infância os professores, os pais, enfim, o ambiente social em que a criança vive desempenha uma importância determinante no desenvolvimento de uma autoestima alta, equilibrada e saudável.

Uma criança que cresce num ambiente favorável, isto é, que a faz sentir-se estimada e amada de uma forma incondicional, tende a vivenciar um maior bem-estar psicológico e a sentir-se mais feliz. As crianças devem sentir que, o amor e a estima que recebem não está dependente dos seus comportamentos ou dos seus resultados.

Ambientes que facilitam a autoestima da criança

O meio social que promove um desenvolvimento equilibrado na infância é aquele cuja rede social de suporte é capaz de garantir algumas condições:

  • Proteção e Confiança: Ambientes onde as crianças sentem conforto, proteção e segurança, e que ajudam a desenvolver confiança em si própria e no mundo;
  • Rotinas Saudáveis: Existem rotinas consistentes e os limites são claramente definidos, sendo justos e não opressores;
  • Respeito: A criança pode experimentar a aceitação de seus pensamentos, sentimentos e valores pessoais;
  • Valorização: Existe espaço para a criança se exprimir em liberdade, e onde é possível sentir-se respeitada e valorizada;
  • Conquista: Ambientes em que criança é incentivada a explorar o mundo, a resolver os seus desafios e problemas, e em que há lugar ao reforço positivo das suas pequenas conquistas e apoio ao desenvolvimento das suas capacidades;
  • Amizade e Diversidade: O meio social ao seu redor encoraja a criança a manter amizades e a conviver com a diversidade, para que seja capaz de saber mais sobre si e perceber que, cada pessoa é única, e que é normal que existam formas de estar, pensar e sentir diferentes;
  • Amor Incondicional: Ambientes onde há afetos e carinhos e em que a criança é capaz de sentir que o amor que recebe não está dependente do seu temperamento, nem dos comportamentos ou resultados, e sente é estimada incondicionalmente.

 

O olhar de um menino. As crianças mostram-nos de que forma contribuimos para a sua autoestima.

Ambientes que contribuem para uma baixa autoestima na infância

Alguns ambientes estimulam a insegurança e a falta de autoestima na infância:

  • Superproteção: Ambientes onde a criança vive superprotegida, onde não lhe é dada a oportunidade de vivenciar obstáculos e de aprender com as suas pequenas frustrações;
  • Limites Desajustados: Quando os limites não estão bem definidos e os pais são demasiado “deixa andar” ou, em oposição, as regras são impostas de forma opressiva;
  • Desrespeito: Meios em que os sentimentos da criança são ignorados, ou tratados como ninharias, e onde a criança sente que não tem liberdade para expressar as suas emoções, dificuldades e pensamentos;
  • Abuso: Onde o autoritarismo e a violência são usados como expediente para a controlar e manipular;
  • Inferiorização: Convívio com adultos desdenhosos, que lhes proporcionem situações onde se possa sentir humilhada ou ridicularizada – críticas, rejeições, desvalorizações, abandono, etc.;
  • Comparações e Cobranças: Onde a comparação como os outros e cobrança de resultados está presente frequentemente e, por isso, a criança sente que o amor que recebe está dependente dos seus comportamentos ou resultados.

Conclusão sobre a origem da autoestima

 

“…as crianças não nascem preocupadas em serem boas ou más, espertas ou estúpidas, amáveis ou não. Elas desenvolvem essas ideias. Elas formam autoimagens (…) baseadas fortemente na forma como são tratadas por pessoas significantes, os pais, professores e amigos”

 

– Coopersmith, S. (1967) –

A importância do ambiente familiar no desenvolvimento de uma criança, e da sua autoestima, é tão grande que, alguns estudos indicam que crianças que crescem no seio de famílias que acreditam que o seu desempenho escolar será bom, mesmo antes de o comprovar, tendem a tornar-se bons alunos.

Neste contexto, pais que apresentam um nível de autoestima equilibrado tendem a ser melhores educadores, pois eles são o exemplo que a criança precisa de aprender, e também dispõem dos recursos emocionais necessários para ajudar o jovem no seu desenvolvimento.

E agora que chegou até aqui, deve estar a questionar-se: Será que quem cresce no seio de uma família que não facilita a construção de uma autoestima saudável fica para sempre refém de uma baixa autoestima? Fica “estragado” para sempre!?

Não, acredite que não! Desde logo, porque embora a juventude seja importante na construção da nossa autoestima, esta também vai sendo influenciada pelas nossas vivências ao longo da vida, o que a pode beneficiar ou prejudicar.

Mas, fundamentalmente, vale a pena perceber agora que, mais importante do que aquilo que fazem de nós é aquilo que escolhemos fazer com o que nos acontece.

É possível alterar a noção de valorização e estima pessoal. O que é que está a fazer para manter o equilibrio na sua relação consigo mesmo? Quer saber mais sobre como aumentar a autoestima e viver mais feliz?

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Saiba que esta publicação faz parte de uma sequência de artigos. Leia também:

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