Neste momento, estás certamente a olhar para alguma coisa, possivelmente para um computador, um tablet ou um telemóvel. E, lendo estas palavras talvez comeces agora a ficar curioso sobre o que poderá dizer um texto com o título de “Um olhar”. Será olhar e observar?

O que pode ser “Um Olhar”?

Um olhar pode querer dizer apenas olhar! Olhar e não ver! Ou ir mais longe, olhar e, não só ver, como também observar. Quantas vezes olhas e não vês?

Quantas vezes observas de forma descritiva e sem fazer um julgamento – bom, mau, feio, bonito,…? Quantas vezes julgas e dizes que estás só a observar? Quantas vezes fazes isso até contigo mesmo?

Quando olhas para alguma coisa pela primeira vez descobres algo de novo, certo? Mas, espetacular e mágico é poderes descobrir características novas em algo que aparentemente já conheces. Sim, em algo que conheces!

Como se faz? “Olha” como se fosse a primeira vez para alguma coisa que já tenhas visto antes – um objeto, uma pessoa, o que quiseres – e saberás…

Acima de tudo, procura libertar-te dos conceitos, preconceitos e julgamentos que instalaste em ti da primeira vez que olhaste. Depois, dá-te a oportunidade de voltar a olhar como se fosse a primeira vez.

Dessa maneira, estás a explorar a tua mente de principiante e a expandir a equidade sensorial. Lembra-te que, talvez sejas tu que atribuis os significados e fazes o julgamento sobre o valor de cada coisa e que, talvez, estes não existam em si mesmos. 

 

“Tudo o que se passa no onde vivemos é em nós que se passa. Tudo o que cessa no que vemos é em nós que cessa.”

 

FERNANDO PESSOA

 

Olhar e Observar como se fosse a primeira vez

Imagina agora como será descobrir um mundo de sensações novas olhando para algo que já conheces!

Quando fizer sentido para ti – agora por exemplo – podes definir um objeto de observação e como propósito a observação em espírito de aceitação. Depois, podes usar todos os teus sentidos e desafiar-te a descobrir algo em que não tinhas reparado antes – um som, um aroma, um paladar, uma característica visual ou cinestésica…

E o que é mais fascinante é que podes fazê-lo agora, contigo mesmo e descobrir características muito especiais. É Mágico!

 

 

“Não basta abrir a janela para ver os campos e o rio.

Não é o bastante não ser cego para ver as árvores e as flores.

É preciso também não ter filosofia nenhuma.

Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.

Há só cada um de nós, como uma cave.

Há só uma janela fechada, e o mundo lá fora;

E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,

Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.”

 

ALBERTO CAEIRO

 

Texto | Té Monteiro

Fotografia | Johannes Plenio

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