A autoestima é um conceito aparentemente abstrato! É possível encontrarmos muitas definições que se relacionam com outros conceitos: autoimagem, autoconceito, autovalorizarão, amor-próprio, autoconfiança, autoaceitação, autorrespeito, etc.

 

O que não é…

Assim, muitas vezes, é vulgar confundirmos autoestima com a autoconfiança ou a autoaceitação. Por isso, é importante que possa perceber agora que, embora a autoestima, a autoconfiança e a autoaceitação estejam intimamente ligadas, e se influenciem mutuamente, não são sinónimos.

A autoconfiança está, na maioria das vezes, relacionada com a nossa noção de competência pessoal. Está associada à convicção que temos à cerca da nossa capacidade de fazer, ou realizar, especificamente, alguma coisa que já fizemos antes. Assim, o facto de uma pessoa confiar na sua capacidade para levar a cabo algumas tarefas em concreto – cozinhar bem, cumprir e realizar as tarefas habituais do seu trabalho, etc. – pode não querer dizer que tenha uma boa autoestima. A autoconfiança ajuda à autoestima, e vice-versa, mas não são a mesma coisa.

A autoaceitação está ligada à noção de aceitação incondicional, está ligada à capacidade de nos aceitarmos como pensamos que somos, de aceitarmos o que fazemos, o que sentimos,… Assim, pressupõe uma aceitação profunda de nós mesmos, das nossas próprias fraquezas e dos nossos erros. É claro que, aceitando-nos, tal como pensamos que somos, estamos a dar um passo no caminho da nossa autoestima. Do mesmo modo, uma autoestima saudável facilita a autoaceitação. Porém, não são sinónimos, a autoestima é algo muito mais abrangente e íntimo.

 

Mas afinal, o que é a autoestima?

Todas as pessoas têm algum nível de conhecimento sobre si próprias. Afinal, todos temos uma noção descritiva da nossa imagem (autoimagem). Todos possuímos uma perceção de nós mesmos (autoconceito). Também temos um conceito à cerca do valor que julgamos ter (autovalorizarão) e um sentimento que lhe associamos (amor-próprio).

Talvez a autoestima seja o resultado do somatório de todos esses conceitos. Eu acredito que sim. E este é um resultado subjetivo, uma vez que resulta da nossa perceção. Ou seja, a nossa autoestima não está conectada com uma representação exata do que somos. Está apenas ligada àquilo que pensamos que somos, está conectada à imagem que criámos de nós e ao valor que lhe associamos. Dessa forma, manifesta-se nos nossos pensamentos e expressa-se nos nossos comportamentos e, por isso, influência a relação que estabelecemos connosco e as relações e interações que temos com as outras pessoas e com o mundo.

Assim, a autoestima é a avaliação subjetiva que cada pessoa faz de si própria – mais ou menos positiva. E engloba, não só, as crenças – mais ou menos possibilitadoras – que cada um de nós tem sobre si mesmo, como também as emoções que associamos a essas crenças. Desta maneira, acaba por se manifestar nos nossos pensamentos, nos nossos estados emocionais e nossos comportamentos. Como tal, tem uma influência importante nos resultados que podemos obter nos vários cenários que compõem as nossas vidas.

 

A importância da autoestima…

Muitas vezes se fala de autoestima, menos vezes, refletimos sobre a importante expressão que esta tem nas nossas vidas. Qual a importância da autoestima? De que forma influencia os nossos comportamentos? Como é que a baixa autoestima interfere nos resultados que obtemos nos diferentes contextos das nossas vidas?

Certamente sabe que, a autoestima está intimamente ligada à imagem que cada pessoa tem de si mesma e que vai construindo desde a sua infância. O que é importante agora é que, compreenda a um nível mais profundo que, a forma como nos vemos, o que pensamos de nós mesmos e a forma como comunicamos connosco próprios, condicionam a apreciação subjetiva – a valorização, o julgamento – que cada um faz de si mesmo.

Sabendo isso, talvez possa agora facilmente entender que, as crenças que cada um de nós vai construindo à cerca de si mesmo, o julgamento que faz de si próprio, o que pensa sobre si e a forma como se sente com isso, estão na origem de muitos comportamentos. Assim, a importância da autoestima está inerente ao facto de, em função dela, os nossos comportamentos poderem ser mais ou menos funcionais do ponto de vista dos resultados que nos permitem obter.

Sim, a autoestima tem influência na forma como nos comportamos. E os nossos comportamentos condicionam os resultados que podemos alcançar nas várias áreas das nossas vidas.

Por isso, é importante que possa entender agora que, a autoestima pode influenciar de forma poderosa a sua vida e os resultados que pode obter em múltiplos contextos da sua experiência: no diálogo interno consigo mesmo, na sua vida profissional, nas suas relações amorosas, na convivência social, no exercício da parentalidade, etc. Enfim, em todas as áreas da sua vida!

 

O seu poder…

A autoestima equilibrada e saudável é uma qualidade característica de uma pessoa que se aceita tal como é – com virtudes e defeitos -, que está satisfeita com a sua identidade, que é dotada de autoconfiança e que se valoriza a si mesma. Que se valoriza mesmo sabendo que não é perfeita. E, por isso, tende a pensar de forma mais positiva e a adotar comportamentos que funcionam melhor e são mais assertivos. Deste modo, pode lidar melhor com os desafios e os percalços que surgem no seu caminho. Por esse motivo, tende através das suas ações a alcançar melhores resultados na sua vida.

É extraordinário o poder que uma autoestima saudável nos pode dar na condução da vida! Por esse motivo, a autoestima é tão importante! As nossas reações são influenciadas por quem somos. Mas é importante que saiba agora que estas são, sobretudo, influenciadas de forma crucial e poderosa pelo que pensamos que somos, pelo valor que acreditamos ter e pela forma como nos sentimos com isso.

 

As nossas reações e comportamentos…

Agora que chegou até aqui, e refletindo um pouco mais sobre o que leu, pode entender agora também que, as nossas reações aos acontecimentos do quotidiano não são, apenas e só, uma consequência direta do contexto que estamos a viver. As nossas reações são, principalmente, uma consequência da perspetiva com que olhamos para a situação, da forma como a encaramos e a vivenciamos no nosso íntimo. Reagimos ao que sentimos numa dada situação e não à situação propriamente dita. E, a forma como nos sentimos depende da interpretação que fazemos, e que é só nossa!

Interessante? Afinal, não é a só a situação, somos nós? Sim, somos nós! Somos nós, dentro de nós a olhar para fora, em cada momento!

Repare! Se a situação fosse único responsável pelas nossas reações, todos nós teríamos reações iguais perante a mesmo acontecimento, certo? Todos acharíamos graça às mesmas piadas. Todos agíamos da mesma maneira. E isso não sucede, pois não? O normal é que pessoas diferentes sintam e ajam perante acontecimentos semelhante à sua maneira, não é? Ora aí está!

 

A influência…

Pensando nisso agora, talvez se torne fácil perceber que, a autoestima reflete o julgamento que cada pessoa faz da sua capacidade de lidar com os desafios da sua vida e com a possibilidade de se sentir bem e estar feliz. E, dessa maneira, a autoestima afeta a forma como percecionamos, dominamos e ultrapassamos os problemas. Influencia o modo como respeitamos e priorizamos as nossas necessidades, e como defendemos os nossos interesses.  Determina a nossa capacidade de definir objetivos e de entrar em ação para os alcançar.

E é dessa maneira que, a autoestima se expressa no modo como agimos e, logo, influencia aquilo que cada um de nós pode obter em cada circunstância e em cada interação com o mundo. Daí a importância da autoestima. Esta tem o poder mágico de nos ajudar!

E agora que conhece a importância da autoestima, tem a oportunidade de começar agora a explorar novas formas de conquistar uma autoestima, cada vez mais, saudável e possibilitadora. Pois dentro de si, está a pessoa que tem o valor e capacidade de o conduzir aonde quer chegar. Continue a descobrir a pessoa especial e valiosa que mora dentro de si!

 

E se ficou interessado, saiba que esta publicação faz parte de uma sequência de artigos. Leia também:

  1. O que é a autoestima? Qual a sua importância?
  2. A Insegurança, o medo ou a ansiedade são “maus” ou “bons”?
  3. Autoestima baixa: Que sentimentos e comportamentos.
  4. Como se forma a autoestima. Quando nasce?
  5. Como aumentar a autoestima: 11 atitudes poderosas.

 

Texto | Té Monteiro

Fotografia | StockSnap

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