O que é autoestima? Conheça o conceito e o significado

by | Atualizado em 24 de Setembro de 2021

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O que é a autoestima? Conheça o conceito e o significado

A autoestima é um conceito aparentemente abstrato! É possível encontrarmos muitas definições que se relacionam com outros conceitos: autoimagem, autoconceito, autovalorizarão, amor-próprio, autoconfiança, autoaceitação, autorrespeito, habilidade social, etc.

O que não é?

É vulgar confundir-se autoestima com a autoconfiança e a autoaceitação ou, até mesmo, com competência social e a rede de contactos de uma pessoa. Por isso, é importante que possamos perceber que, embora a autoestima, a autoconfiança e a autoaceitação estejam intimamente ligadas, e influenciem a vida da pessoa e as suas relações sociais, são conceitos distintos.

→ Autoconfiança

A autoconfiança está, na maioria das vezes, relacionada com a nossa noção de competência pessoal. Está associada à convicção que temos à cerca da nossa capacidade de fazer, ou realizar, especificamente, alguma coisa que já fizemos antes.

Assim, uma pessoa pode confiar na sua capacidade para levar a cabo um conjunto de tarefas relevantes para o seu dia-a-dia (p.e., cozinhar bem, cumprir e realizar as tarefas habituais do seu trabalho, etc.) e, mesmo assim, ter baixa autoestimaA autoconfiança ajuda, mas é um conceito diferente.

→ Autoaceitação

A autoaceitação está ligada à noção de aceitação incondicional do que pensamos ser, está ligada à capacidade de nos aceitarmos como pensamos que somos, ou seja, aceitarmos o que fazemos, o que sentimos, o que pensamos …

Assim, pressupõe uma aceitação profunda de nós mesmos, das nossas próprias fraquezas e dos nossos erros.

É claro que, aceitando-nos, estamos a dar um passo para facilitar a autoestima, mas esta é algo muito mais abrangente e íntimo. Do mesmo modo, uma autoestima saudável facilita a autoaceitação. Mas, apesar desta correlação trata-se de conceitos diferentes.

→ Competência social

A capacidade de estabelecer contactos é uma experiência que, envolve:

  • saber lidar com outras pessoas,
  • sentir-se capaz de lidar com situações desafiantes,
  • manter reações flexíveis,
  • conseguir sentir a ressonância social dos próprios atos e comportamentos.

Este processo envolve empatia e aptidão para fazer contactos. No fundo, trata-se da habilidade para conseguir regular a distância vs. a proximidade com outras pessoas, de uma forma ajustada. Ou seja, pressupõe a competência para viver experiências sociais com equilíbrio, sabendo conviver com as relações fáceis, mas também com as mais desafiantes.

É claro que, a competência na interrelação pessoal  influencia o bem estar da pessoa e a sua qualidade de vida. Porém, embora haja uma relação com a autoestima, são conceitos diferentes.

→ Rede de Suporte

Manter uma rede de relacionamentos positivos significa ser capaz de estabelecer relações sociais satisfatórias. Isso inclui ter um pilar de contactos com quem se pode contar e para quem também se está disponível: parceiro, família, amigos.

Uma rede de contactos positiva constituiu um pilar estruturante no curso das nossas vidas e um suporte ao próprio desenvolvimento pessoal, uma vez que nos leva a sentir que somos importantes para essas pessoas, do mesmo modo que elas também o são para nós, e para a evolução das nossas vidas.

Embora, a existência de uma rede social à nossa volta não seja sinónimo de autoestima, de algum modo tende a ser um seu reflexo.

Apaixona-te pela pessoa que pode mudar a tua vida. Tu mesmo!

Mas afinal, o que é autoestima?

De um modo geral, todas as pessoas têm algum nível de conhecimento sobre si próprias. Afinal, todos temos uma noção descritiva da nossa imagem (autoimagem). Todos possuímos uma perceção de nós mesmos (autoconceito). Também temos um conceito à cerca do valor que julgamos ter (autovalorizarão) e um sentimento que lhe associamos (amor-próprio).

Afinal, o que é autoestima? Talvez a sua definição seja fruto do somatório de todos esses conceitos. Eu acredito que sim e muitos especialistas o afirmam.

Mas esta soma é um resultado subjetivo, uma vez que deriva da nossa perceção. Ou seja, a nossa autoestima não está conectada com uma representação exata do que somos.

Pelo contrário, está apenas ligada àquilo que pensamos que somos. A definição de autoestima está ligada à imagem que criamos de nós e ao valor que lhe associamos. Dessa forma, manifesta-se nos nossos pensamentos e expressa-se nos nossos comportamentos. É por essa razão que, influência a relação que estabelecemos connosco mesmos, bem como as relações e interações que temos com as outras pessoas e com o mundo.

 Assim, o conceito de autoestima está associado a avaliação subjetiva (e mais ou menos positiva) que cada pessoa faz de si própria. Isso engloba, não só, as crenças – mais ou menos possibilitadoras – que cada um de nós tem sobre si mesmo, como também as emoções que associamos a essas crenças. Desta maneira, acaba por se manifestar nos pensamentos, nos estados emocionais e comportamentos. Como tal, tem uma influência importante nos resultados que podemos obter nos vários cenários que compõem as nossas vidas.

Autoestima equilibrada e saudável

Se chegou até aqui, já percebeu que as pessoas que têm uma boa autoestima tendem a tomar atitudes que facilitam a sua interação com o mundo, e a adotar comportamentos mais ajustados à obtenção dos seus propósitos e objetivos, o que patrocina a sensação de bem-estar.

Por isso, existem uma série de características e comportamentos que podemos observar nas pessoas com uma boa autoestima, são exemplo disso os que se seguem:

→ Aceitam os seus pontos fracos

Aceitam os próprios erros, fraquezas ou defeitos e consideram-nos como aspetos a superar. Não se perdem em lamentos, e isso coloca-as numa posição de ação e poder de mudança, e não de vítimas.

Cuidam de si próprias

Reservam um tempo para atender às suas próprias necessidades. De um modo em geral,

  • buscam bons hábitos alimentares,
  • praticam atividades que favorecem a saúde,
  • têm hobbies de que lhes dão prazer
  • desfrutam do prazer da sua própria companhia.

→ Relacionam-se bem consigo mesmas

Sabem estar sozinhas e lidam melhor com o desapego. Ou seja, aprenderam a deixar ir o que já não pode ficar, conseguindo aceitar e compreender certos afastamentos, em vez de procurar impedi-los a qualquer custo e ficar a sofrer com isso.

→ Aceitam a mudança com mais facilidade

Como estão mais disponíveis para aceitar a mudança e, muitas vezes, até a promovem, também não costumam sujeitar-se ao convívio com pessoas ou ambientes negativos ou desfavoráveis.

Sentem-se mais seguras,

Sentem um nível equilibrado de segurança, por se sentirem bem consigo mesmas. Não demonstram uma falsa modéstia porque não se inferiorizam, nem são arrogantes porque são se supervalorizam, nem costumam exibir os seus feitos, ou vangloriar as suas qualidades.

Agem com mais confiança

Não costumam valorizar excessivamente o julgamento de outras pessoas, porque se focam na essência dos seus propósitos e naquilo que pretendem alcançar.

Tomam atitudes

Agem em vez de ficar em cima do muro alimentando dúvidas sobre qual será o melhor caminho. Porque, não tomar decisão nenhuma é tomar a decisão de nada fazer.

Sabem dizer não

Procuram ter uma atitude justa consigo e com os outros. Isto quer dizer que, não ficam a martirizar-se quando têm de negar algo a alguém, quando sabem que isso é o que faz mais sentido e é justo. Por isso, conseguem dizer não de forma ajustada e com respeito pela situação, por si e pelo outro.

Baixa autoestima

Em contraposição, a baixa autoestima pode ter impactos negativos nas várias áreas da vida de uma pessoa, comprometendo o próprio desenvolvimento pessoal, a sua relação com os outros, a evolução profissional e, dessa forma, prejudicar o bem-estar da pessoa. A autoestima baixa reflete-se numa série de características e comportamentos, tais como:

  • A falta de confiança;
  • A necessidade de elogios e reconhecimento dos outros para se sentir satisfeito consigo mesmo;
  • O medo da rejeição;
  • A Problematiza as suas limitações, pela incapacidade de lidar com a critica;
  • O estar sempre a comparar-se com as outras pessoas, como se tudo fosse uma competição;
  • O perfeccionismo e a procrastinação;
  • A falta de habilidade para reconhecer e valorizar as vitórias e os sucessos.

Se está interessado em saber um pouco mais sobre as consequências da falta de autoestima, pode ler o artigo: Baixa autoestima: quais os sentimentos e comportamentos.

Que poder tem autoestima?

Uma pessoa com boa autoestima saudável experiencia um maior nível de bem estar e paz interior, porque:

  • se aceita tal como é – com virtudes e defeitos;
  • está satisfeita com a sua identidade;
  • é dotada de bom nível de autoconfiança;
  • se valoriza a si mesma, bem como as pessoas que lhe são próximas;
  • consegue estabelecer conexões sociais positivas.

Alguém que gosta de si mesmo e sente que tem valor, mesmo sabendo que não é uma pessoa perfeita e falha como toda a gente:

  • alimenta menos pensamentos negativos e sente mais satisfação;
  • tende a pensar de forma mais positiva e a adotar uma postura proactiva perante as dificuldades do quotidiano;
  • acede a comportamentos que funcionam melhor: assertivos e ajustados.

Deste modo, com uma postura mais positiva, é possível lidar melhor com os desafios e os percalços que surgem pelo caminho.

Em suma, a autoestima dá-nos o poder de agir com mais propósito e a faculdade de nos sentirmos mais equilibrados, mesmos quando tudo ainda não está bem. Dessa forma, facilita as ações que permitem alcançar melhores resultados ao longo da vida.

Conclusão

É extraordinário o poder e a importância da autoestima nas nossas vidas! É certo que, as nossas reações são influenciadas por quem somos. Mas, sobretudo, são influenciadas de forma crucial e poderosa pelo que pensamos que somos, pelo valor que acreditamos ter e pela forma como nos sentimos com isso.

A magia começa em si, no gostar de si mesmo, no acreditar no seu valor pessoal, sabendo que merece o bem que pode e deseja alcançar. Comece por visualizar-se a situação em que gostava de estar e persiga essa imagem e procure saber mais sobre definir objetivos.

Talvez todas as pessoas experimentem algumas oscilações na sua autoestima, nalguns momentos das suas vidas. Afinal, somos humanos e nem sempre conseguimos aceder ao máximo potencial dos nossos recursos internos.

Por isso, agora, é importante despertar para atitudes que possam melhorar a autoestima. Já pensou como se vê a si mesmo? Como se sente com isso? Pratica compaixão consigo e com os outros? De 1 a 10 como classificaria a estima (o amor) que sente por si próprio?

Pequeno vídeo inspirador

Todo o ser humano, sem exceção, pelo mero fato de o ser, é digno do respeito incondicional dos demais e de si mesmo; merece estimar-se a si mesmo e que se o estime.

E se ficou interessado, saiba que esta publicação faz parte de uma sequência de artigos. Leia também:

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