Consistência pode não ser Congruência

by | Atualizado 16 Feb, 2021 | Publicado 20 Sep, 2019

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A consitência dos nossos comportamentos não significa que estes estejam em congruência com os  nossos propósitos. Ou seja, talvez por vezes tenhamos uma séries de comportamentos que repetimos, mas que podem estar desalinhados do que  pensámos antes, até com o que sentimos ou definimos como propósito. Assim, qunado se fala de comportamento, talvez consitência possa não ser o mesmo que congruência:

  • Consistência: o que se repete de um modo, por vezes, quase padronizado;
  • Congruência: alinhamento entre a intenção e a ação.

 

 

“Na vida, muita gente sabe o que fazer, mas poucos são aqueles que realmente fazem o que sabem. Saber não é o bastante! É preciso que entres em ação.”

 

ANTHONY ROBBINS

Quantas vezes tens vontade de fazer alguma coisa e ficas parado?

Quantas vezes tens vontade de dizer o que sentes e ficas calado?

Quantas vezes esboças um sorriso sem vontade?

Quantas vezes te sentes zangado ou magoado com alguém e tentas ser simpático?

Quantas vezes te escondes quando queres um abraço?

Quantas vezes tens vontade de chorar e engoles as lágrimas para pareceres forte?

Quantas vezes tens vontade de rir e não o fazes para manter a postura?

Quantas vezes dizes sim, quando querias dizer não?

Quando fazes isso, sentes que estás a ser congruente com aquilo que sentes? Talvez não! E talvez fiques a pensar que o melhor é não manifestares as tuas emoções! Melhor para quem? Para ti!?

Consistência pode não ser Congruência

Por vezes, podemos tornar-nos muito consistentes na nossa capacidade de reprimir as nossas emoções. E, muitos de nós, treinaram tantas vezes o disfarçar das suas próprias emoções e sentimentos que, a dada altura, o fazem de uma forma bastante consistente. E, assim, se reage numa espécie de mecanismo automático, alimentado por uma crença de necessidade de auto-preservação. Curiosa a nossa tendência para complicar o que é simples!

Porém, será que quando nos expressamos de um modo diferente daquele que estamos a sentir, isso é um comportamento congruente? Não será com certeza!

 

Quem disse que tinhas de te esconder?

Quando é que começámos a acreditar que o comportamento certo era divergente daquilo que sentimos no momento? Quem disse que tinha de ser assim?

Quem disse que não valia a pena fazeres aquilo que gostavas de fazer?

Quem disse que não era próprio rir quando tens vontade?

Quem disse que chorar era sinal de fraqueza?

Quem disse que não serias aceite se falasses e dissesses o que pensas? Ou mostrasses o que sentes?

Quem disse que a vontade ou a opinião dos outros são mais importantes ou válidas que as tuas?

Quem disse que as tuas emoções não importam, e que, por isso, o melhor é fazeres de conta que não existem?

Quando fizer sentido para ti

Se andas a treinar a consistência de uma forma pouco congruente com o modo como te sentes, talvez esteja na hora de te conectares contigo e expressares isso nos teus comportamentos.

E, se aquilo que te estou a dizer faz algum sentido para ti, aproveita o momento. Não deixes que, o medo de mostrares quem és e o que sentes, te faça viver uma imitação da vida que queres e podes ter!

Podes continuar agora a explorar as múltiplas formas de poderes colocares mais de ti mesmo em cada palavra, em cada lágrima, em cada sorriso, em cada vontade tua. Descobre a magia de viveres agora de uma forma mais congruente com a tua essência. E treina-o! Treina-o até que se torne numa prática de congruência bem consistente!

Lembra-te a congruência interior é um dos pilares da felicidade! A congruência das tuas ações é um dos instrumentos que te pode fazer chegar aonde queres!

 

Texto | Té Monteiro

Fotografia | Free-Photos

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