Cultivar a autoestima ao longo da vida permite-nos manter uma relação equilibrada e saudável connosco mesmos, por isso, decidi partilhar alguma dicas de como aumentar a auto estima através das nossas próprias atitudes. Pois, isso contribui para podermos viver as nossas vidas com mais conexão interior, com mais autenticidade, com mais inspiração e paixão.

No contexto social do quotidiano em que vivemos estamos sujeitos a pressões. Somos diariamente assediados por uma sociedade onde padrões de sucesso definidos são praticamente inatingíveis para a maioria das pessoas – desde fortuna do jogador X, ao sucesso do Dr. Y, a fama da estrela Z, a beleza da modelo H, as realizações do nosso vizinho. Alguns de nós, de tal forma influenciados pelas comparações entre si e o outro, acabam por alimentar sentimentos de insuficiência, deixando de conseguir distinguir se as necessidades que sentem são autenticamente suas e nascem no seu íntimo, ou são apenas o fruto da pressão externa.

Talvez por isso, algumas pessoas tendam a exigir de si mesmas, padrões inalcançáveis. Ou, acabem por assumir como seus, os objetivos desenhados pelos sonhos de outros, respondendo à expectativa do meio onde vivem. Quando se persegue nesse caminho, a desvalorização das próprias qualidades e potencialidades tende a acontecer. Este é um percurso que afasta a pessoa de si mesma e da sua própria essência, conduzindo-a para sentimentos de insatisfação e insuficiência.

 

Os sentimentos de insuficiência e insatisfação …

Os sentimentos de insuficiência e insatisfação fazem com que a nossa atenção se foque apenas naquilo que está em falta: “preciso de…”, “não tenho…”, “tenho que…”. Ao mesmo tempo, também nos conduzem a uma constante comparação com as outras pessoas e os seus resultados: com que o outro parece ser, com o que o outro parece ter, com as suas aparentes realizações e sucessos.

Mantendo este foco, talvez não estejamos a respeitar as próprias necessidades interiores, talvez nem estejamos a ouvi-las. E essa desconexão interior tende a degradar a nossa autoestima!

 

11 Atitudes: Como aumentar a auto estima.

Para nos relacionarmos bem connosco mesmos e com o mundo à nossa volta, é importante adotarmos as atitudes que favoreçam a conexão interior e a ligação às nossas genuínas intenções. Para alimentarmos a autoestima e a paz interior talvez seja necessário alinharmos os nossos pensamentos e os nossos comportamentos. Daí que, a minha intenção ao escrever este artigo tenha sido exatamente partilhar algumas dicas poderosas de como conseguir aumentar a sua autoestima através da atitude.

1. Aceitar a imperfeição e abandonar as comparações

O mais excecional no ser humano é a sua diversidade! O normal e saudável é sermos todos diferentes uns dos outros. É natural encontrarmos noutras pessoas características fantásticas que talvez não coincidam exatamente com as nossas. Porém, o inverso também acontece. É vulgar, é mesmo assim. É isso que faz de nós seres tão especiais e únicos! Cada pessoa é única – você é único! Cada uma perfeita na sua imperfeição. Assim, não faz muito sentido que o nosso valor, ou a nossa evolução pessoal se baseie na comparação com o outro, não é?

Deixe as comparações, explore novas formas de encarar os a sua vida e descubra valor na sua própria evolução. Quer saber como melhorar a auto estima? Lembre-se que possuiu qualidades e aprenda a valorizá-las. Continue a aprender a dar valor ao caminho e não apenas ao resultado. A vida é uma sequência de aprendizagens e pequenas metas. Aceite as imperfeições, liberte-se e viva com mais espontaneidade!

2. Aprender a reconhecer uma voz interior negativa

Talvez já todos tenhamos ouvido uma voz dentro de nós. Talvez essa voz nos diga, às vezes, coisas pouco agradáveis. Mas, se somos muito severos nos julgamentos que fazemos de nós mesmos e das nossas falhas e, sobretudo, se exigimos muito mais de nós do que dos outros, é provável que a nossa “voz interior” esteja distorcida e nos esteja a limitar.

Quer saber como melhorar a sua auto estima? Pare, escute e ganhe consciência da sua voz interior. Lembre-se que, uma voz negativa que julga e acusa, pode ser pouco confiável. São apenas pensamentos. E os pensamentos não são a realidade, são construções da nossa própria cabeça. Muitas vezes, são apenas os ecos dos nossos receios. Não temos de acreditar neles! Comece agora por descobrir os “gatilhos” que despertam os pensamentos os negativos. Fique atento e curioso para descobrir como se formam? Em que circunstâncias surgem? Pois, quando perceber o que faz disparar a negatividade, pode quebrar o círculo vicioso que alimenta essa voz negativa.

3. Desenvolver a autoaceitação

A autoaceitação é um processo que facilita a autoestima. Manter uma perspetiva de tolerância e de aceitação incondicional de nós próprios, permite-nos sermos o nosso melhor amigo, mesmo quando observamos em nós algumas características que gostávamos de melhorar.

Como melhorar? Lembre-se que, quando nos aceitamos, mesmo com imperfeições, passamos a viver com mais satisfação, com mais respeito por nós. E, passamos a acreditar que podemos ser aceites, respeitados e amados de uma forma incondicional. Dessa forma, estamos também mais preparados para receber o respeito e o amor que tanto desejamos – o nosso próprio e o dos outros.

4. Aprofundar o autoconhecimento

Confiaria em alguém que não conhece? Pois é! Então como pode alguém confiar em si mesmo se não se conhecer verdadeiramente? Quanto mais baixo for o conhecimento que alguém possui de si mesmo, menor será a sua autoconfiança e, também a sua autoestima. O autoconhecimento é um caminho que podemos percorrer para nos tornarmos mais confiantes e termos uma visão mais positiva de nós.

Conhecermos as nossas forças e fraquezas é uma forma de ganharmos consciência dos nossos aspetos mais positivos, e de encontrarmos aqueles que podemos querer melhorar. Este conhecimento é uma oportunidade para aprendermos a valorizar as nossas virtudes. E, simultaneamente, um modo de descobrirmos os aspetos com que não lidamos bem e as nossas zonas de desconforto. Conhecer e aceitar os pontos fracos é uma grande oportunidade para desenvolver as qualidades. Quem não conhece e aceita as suas fragilidades não as pode ultrapassar e ir além dos seus limites.

5. Construir um diálogo interno positivo

Se chegou até à quinta dica e já percebeu que, as emoções negativas desviam a nossa atenção para as preocupações e interferem com a capacidade de nos focarmos e darmos atenção àquilo que é importante.

Pode começar por observar o modo como fala consigo mesmo. Por vezes, quase sem se dar, algumas pessoas falam consigo mesmo sem muito cuidado: “sou mesmo burro”; “estou sempre a enganar-me”; “não faço nada de jeito”; “ninguém me liga”; “não consigo”, … Se enquanto fala consigo, também utiliza este tipo de discurso descuidado e generalista, talvez consiga reconhecer agora que, existem formas mais possibilitadoras de manter um diálogo interno.

Se pensa que são palavras sem importância, desengane-se. A forma como fala consigo tem impacto em si mesmo! É importante que possamos programar-nos positivamente. Deixe-me colocar-lhe uma questão: Como trataria alguém com o poder mágico de mudar a sua vida!? Bem?! Muito bem!? Pois saiba agora que, essa pessoa é você! Como? Trata-se com respeito e compaixão, mantendo um discurso construtivo, grato e positivo.

6. Manter-se próximo de pessoa positivas

Um dos pilares da autoestima é uma rede de relacionamentos positivos. Tendemos a absorver os estados de espírito das pessoas com quem mais nos relacionamos, e mais nos conectamos. Por isso, a qualidade das nossas relações é um elemento relevante nas nossas vidas. As relações negativas têm um preço: stress, insegurança, ansiedade, medo, …

As pessoas com quem convivemos mais frequentemente são a rede de influência mais importantes nas nossas vidas. Ou seja, são aquelas que tendem a influenciar no nosso bem-estar. E quanto mais significativo for um dado relacionamento maior será a sua influência. Procure estar próximo de pessoas positivas. Há pessoas que inspiram e motivam com a sua energia. Aprenda a alimentar a relação com pessoas que influenciam positivamente o ambiente, e a deixar ir aquelas que o infetam.

Algumas pessoas espalham as sementes positivas que podemos cultivar dentro de nós! Aprenda a reconhecer as sementes positivas, cultive-as e regue-as todos os dias. Quanto mais sementes regar, maior será o seu jardim positivo. E, como sabe, o pensamento positivo é uma ferramenta importante para a nossa autoestima.

7. Ouvir e respeitar as suas próprias necessidades

De que é que realmente precisa para se sentir bem, feliz e realizado? Para encontrar essa resposta, é importante que possa compreender agora que, o nosso bem-estar é algo que vem de dentro para fora. O bem-estar vem do nosso íntimo. Isto é, depende basicamente de nós , da forma como lidamos com o mundo, e daquilo que conseguimos cultivar dentro de nós. As suas necessidades devem estar em primeiro lugar na sua vida. São mais importantes do que as de qualquer outra pessoa! Lembre-se que se não parar para abastecer o seu automóvel, o combustível vai faltar e o carro vai acabar por parar de uma maneira ou de outra.

Aprender a priorizar e respeitar as nossas necessidades pessoais é um passo bastante importante para podermos sentir que temos valor. Agradar aos outros não satisfaz as nossas verdadeiras necessidades! E, muitas vezes, até as desrespeita. Por esse motivo, saber dizer não, também é uma forma de respeito pelas nossas prioridades.

Como fazer?  Seja sincero consigo mesmo e desfrute diariamente de um tempo e um espaço só para si. Isso é um exercício de evolução pessoal. Faça o que fizer mais sentido para si: pratique exercício, faça caridade, medite… Acima de tudo cuide de si próprio e sinta gratidão por esses momentos.

8. Viver o agora

Desenvolver uma presença consciente, viver cada momento no seu tempo é importante para aumentar a autoestima. Algumas vezes, a nossa atenção pode ficar refém do dia anterior, ou voar para o dia seguinte, em vez de se conectar com o presente. Viver o agora, é observar o que está a acontecer neste momento, percebendo as sensações e as emoções que estão presentes. Vivendo o presente o foco está naquilo que podemos fazer e mudar agora.

Como melhorar? Lembre-se, a nossa magia pessoal acontece quando exploramos com curiosidade o presente e quando estamos despertos para as pequenas descobertas que podemos fazer agora. O ontem já passou e não pode ser alterado. O amanhã ainda não chegou e será o que tiver de ser. Este é o momento certo para fazer acontecer, viver e desfrutar.

9. Enfrentar os medos e as inseguranças

Pessoas mais positivas e otimistas tendem a lidar melhor com os desafios. Nem sempre se alcança um objetivo à primeira, os problemas são uma contingência da vida e as dificuldades existem. Deste modo, manter uma atitude positiva pode fazer a diferença entre desistir ou persistir.

Ter receios e inseguranças é um mecanismo natural de sobrevivência humana. Porém, vivenciar dificuldades e ultrapassar obstáculos, tende a fortalecer-nos. E, uma das formas de aumentar a auto estima é desafiarmo-nos a enfrentar as inseguranças e os medos. Não deixe que o medo de não conseguir seja maior que a vontade de chegar ou ganhar. Na verdade, quando desistimos de conseguir já perdemos! Quantas vezes escolhe perder sem sequer se dar a oportunidade de conseguir?!

10. Assumir a responsabilidade

Seja sincero consigo mesmo, se mentir a outras pessoas é prejudicial, mentir a nós próprios é pouco saudável. É importante assumirmos a nossa quota de responsabilidade na vida. Quando depositamos a responsabilidade da nossa situação no ambiente que nos cerca, os resultados que estamos a obter parecem ser fruto das circunstâncias! E se, dessa forma, nos libertamos do “peso” da responsabilidade, também estamos a deitar fora a oportunidade de chamar a nós o poder de conduzir e alterar as nossas vidas. Estamos a deixar voar a possibilidade de mobilizarmos energia para chegarmos aonde gostaríamos de estar (estar em efeito vs. estar em causa).

Como mudar? Assuma a responsabilidade das suas ações e chame a si o poder de conduzir as suas escolhas e a sua vida, com paixão e com compaixão. Faça disso um objetivo e comece a correr atrás dele agora, até o conseguir abraçar!

11. Definir metas e objetivos

Quando conseguimos alcançar pequenos triunfos sentimo-nos melhor, mais confiantes e com mais valor. Ultrapassar metas e alcançar objetivos dá-nos um sentimento de realização pessoal, faz-nos sentir bem e contribui para aumentar a autoestima. É, por essa razão, que a definição de objetivos é tão importante!

Como melhorar? Os objetivos fornecem a estrutura e o suporte que serve de guia às nossas ações. Por isso, mesmo que não se sinta com muito ânimo ou confiança, saiba que uma maneira muito construtiva de elevar a sua moral pode ser começar por planear um objetivo de sucesso fácil. Por exemplo, realizar uma tarefa que ia deixar para trás, ou arranjar tempo (ou poupar dinheiro) para comprar algo que gosta e tem vindo a adiar, pode ser um princípio. Lembre-se que, tudo o que possa ser concretizado, e transmita uma sessação de realização, pode melhorar a forma como nos vemos e é válido para começar.

 

A autoestima tem a ver com a forma como nos relacionamos connosco mesmos e, como todas as relações, precisa de alimento. Alimente-a com as suas próprias atitudes, fazendo o que faz sentido para si. Lembre-se que o que dá sentido à vida é sentirmo-nos bem connosco mesmos e aprendermos a estar felizes.

 

Esta publicação faz parte de uma sequência de artigos. Se ficou interessado, leia também:

 

Texto | Té Monteiro

Fotografia | Free-Photos

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