Baixa Autoestima: quais os Sentimentos e Comportamentos

by | Atualizado em 22 de Setembro de 2021

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Sentimentos, características, comportamentos e consequências da Baixa Autoestima

Nesta publicação vamos falar sobre a baixa autoestima, algumas das suas características e dos sentimentos que se associam, e também dos traços comportamentais e algumas das suas consequências. No final poderá visualizar um pequeno vídeo inspirador sobre o tema. Se está interessado neste tema continue a ler o artigo.

O que é Baixa Autoestima

A baixa autoestima está associada a um julgamento negativo que uma pessoa pode fazer de si mesma e das caracteristicas que pensa possuir. Neste contexto, é comum a pessoa ter uma imagem negativa de si mesmo e do seu valor pessoal. E, a consequência disso, são os sentimentos e pensamentos negativos sobre si mesmo e um baixo amor-próprio. (Saiba o que é a autoestima e qual a sua importância).

Esta é uma situação comum nas pessoas que não se sentem bem consigo mesmas e que, muitas vezes, se julgam incompreendidas pelos outros. Dessa forma, sentem-se pouco adaptadas à vida do quotidiano.

A falta de autoestima tende a estar associada à falta de maturidade emocional e a crenças limitadoras à cerca das próprias capacidades. E este foco negativo, leva a pessoa a sentir-se infeliz e a não gostar de si própria.

Deste modo, a pessoa fica bloqueada e deixa de conseguir aceder aos seus próprios recursos internos! Talvez seja isso que, tantas e tantas vezes, contribui para que alguns de nós adotem comportamentos de auto-sabotagem: ora agindo de uma forma diferente daquele que se deseja, ora escondendo-se das próprias oportunidades.

Características e sentimentos da falta de autoestima

autoestima tem muita importância na forma como cada um se vê a si mesmo, enfrenta os desafios do quotidiano e age no seu dia-a-dia. É comum uma pessoa com falta de autoestima experimentar algumas dificuldades adicionais nas suas vivências diárias, devido a alguns sentimentos e características que se associam, tais como as 5 que apresentamos a seguir.

5 caraterísticas da baixa autoestima

1. Vulnerabilidade Emocional

Pessoas em crise de baixa autoestima tendem a percecionar os comentários dos outros como uma crítica intencional a si próprios, até mesmo nas pequenas brincadeiras das pessoas que lhe são próximas (parceiros, familiares, amigos, colegas, etc.). Como consequência disso, tendem a fechar-se em si mesmos, alimentando algumas tristezas e alguns pequenos rancores que, decorrem dos pensamentos negativos que emergem da sua perceção e do seu julgamento à cerca da intenção do outro.

Esta exacerbada sensibilidade pode dar origem a uma barreira na relação com as outras pessoas. Além disso, faz com que a pessoa que tenha autoestima baixa sinta que os outros estão distantes, quando na realidade quem se afastou foi ela própria. E esta elevada vulnerabilidade emocional conduz, muitas vezes, à dependência ou carência afetivas.

2. Insegurança

Algumas emoções como o medo, a ansiedade, a insegurança, entre outras, podem ter um efeito protetor quando, de uma forma funcional, habilitam comportamentos que nos ajudam a lidar com alguns eventos desafiantes ou situações de risco potencial. No entanto, quando essas mesmas emoções tomam conta do dia-a-dia, tem um efeito bloqueador. Ou seja, dão origem a comportamentos que sabotam e prejudicam a obtenção de resultados nas várias áreas da vida.

Alguns destes estados emocionais podem estar presentes de forma bloqueadora e pouco funcional em pessoas que atravessam processos de autoestima baixa.

Quando a insegurança assume uma dimensão desajustada, a pessoa tende, geralmente, a ter muitas dúvidas e incertezas nos momentos em que tem de tomar uma decisão. Experienciando desconforto e ansiedade nessas alturas. E, de modo semelhante, tende a sentir uma desconfiança e um desconforto exagerados perante novos contextos.

Neste contexto, é vulgar que se conviva com a indecisão e a ansiedade mesmo ao lidar com problemas simples. Afinal, qualquer falha pode tornar-se na “prova visível” de que não consegue, dando origem a uma parafernália de pensamentos negativos.

3. Deficit de Confiança

A falta de crença em si mesmo e nas suas capacidades, pode fazer com que se sujeite a situações desagradáveis, ou mesmo pouco dignas. E isso pode suceder, sem que a própria pessoa seja capaz de reconhecer as suas reais necessidades ou encontrar formas ajustadas de se relacionar com esses desafios.

Assim, mesmo não estando satisfeita com o seu emprego ou no seu relacionamento, a pessoa pode não ser capaz de pedir ajuda, ou desenvolver esforços para encontrar uma situação melhor. Isto porque, não confia nas suas capacidades para o conseguir. A falta de confiança em si mesmo é uma característica muito limitadora.

4. Auto-Julgamento Excessivo

A tendência para se focar e valorizar as suas imperfeições e supostos defeitos, pode levar alguém a ignorar e desvalorizar as suas próprias qualidades. E isso, limita, a possibilidade de expor os seus pontos de vista, com medo da crítica, da desaprovação ou do ridículo.

Assim, esse sentimento de insuficiência, nalguns casos, leva a que a pessoa se foque o tempo todo na necessidade de perfeição (perfecionismo), como se essa fosse uma condição para poder ser aceite e reconhecido pelos outros.

Assim, as tarefas podem ser feitas de uma forma mais lenta ou com menos eficácia, devido a um excesso de perfecionismo ou por um adiamento sucessivo causado pelo medo de falhar.

5. Sentimentos de Inferioridade e Desvalorização Pessoal

A comparação com o outro está presente em muitos momentos. E, de algum modo, a pessoa que tem baixa autoestima acredita que qualquer outro é melhor que ela própria.

Como consequência disso, no seu dia-a-dia, desvaloriza o que sente e vai demonstrando nos seus atos a crença no não merecimento. Não merece ser feliz, não merece ter um emprego melhor, não merece ter relacionamentos saudáveis, … E, facilmente, acredita que já é uma sorte ter um mau emprego ou uma relação mesmo que pouco funcional.

Essas crenças, podem levar a pessoa a permanecer num relacionamento infeliz ou num emprego onde as suas reais qualidades não são reconhecidas. Na verdade, existem muitos casos de pessoas muito qualificadas e competentes que não têm consciência do seu valor. E, por isso, não podem tirar daí partido duma forma adequada. E, algumas, chegam a ter dificuldade em aceitar um merecido elogio.

Consequências da baixa autoestima no comportamento

 

É claro que as consequências e os traços comportamentais variam de pessoa para pessoa, em função da intensidade, da história pessoal e da perceção de cada pessoa.

Mas, é sabido que os sentimentos e os pensamentos influenciam amplamente os comportamentos. Assim sendo, a presença de algumas das características de que falámos têm potencialmente como consequência comportamentos que dificultam a capacidade de concretização e uma interação saudável com as outras pessoas.

7 consequências da baixa autoestima

1. Busca Permanente da Validação do Outro

A opinião do outro parece sempre ser mais valiosa que a da própria pessoa e, por isso, o bem-estar tende a depender da validação das outras pessoas. Assim, podem ser recorrentes perguntas como: “a roupa fica-me bem?”; “achas que devo ir?”; “não sei se devia fazer isso, o que achas?”; “fiz bem, não fiz?”. Buscando, dessa maneira, a validação ou forçando o elogio de que precisa para apaziguar a seu desconforto interior.

Para quem tem uma autoestima muito baixa, a opinião de qualquer outra pessoa pode ser determinante, pois a pessoa parece ver-se a si mesma através dos olhos de que a rodeia.

Assim, quando lhe dizem coisas agradáveis – “tomaste a atitude certa”, “foste generoso”, “estás com boa aparência”, “estás bonita”, etc. – tende a ficar feliz e radiante. Porém, quando a opinião do outro não é favorável a pessoa fica desolada e tende a experimentar estados emocionais muito negativos. Mesmo que quem tenha dado a opinião não seja alguém especialmente assim tão importante na sua vida.

2. Muita Dificuldade em Lidar com Desafios

A opinião negativa de si mesmo, pode levar a pessoa a criticar-se em frente dos outros, a evitar os desafios, e não ignorar as oportunidades.

Como tem dificuldade em aceitar a falha, a pessoa fragilizada na sua autoestima tem a tendência para se justificar e procurar culpados para tudo o que lhe acontece. Achando, por vezes, que é uma vitima ou que o mundo está contra si.

Quem tem uma autoestima debilitada tende a apresentar uma baixa tolerância à frustração. Assim, como não acede aos recursos adequados para lidar com situações de conflito ou divergência de pontos de vista, acaba por assumir uma postura submissa, não omitindo a sua opinião. Noutros casos, manifesta-se com alguma agressividade quando percebe que os outros não advinham o que está a pensar ou a sentir, tomando-o como um ataque deliberado. 

3. Permissividade

Estas pessoas tendem a ter dificuldade em impor limites e em dizer não, mesmo que – dizer sim ao outro – implique um sacrifício adicional para si mesmo. A necessidade de agradar a outras pessoas é, frequentemente, mais forte que a vontade de se agradar a si mesmo. A necessidade de agradar aos outros leva a que não tenha a real perceção das próprias necessidades.

Assim sendo, a pessoa com autoestima baixa acaba por experimentar algumas dificuldades em expressar de forma assertiva as suas necessidades individuais. E, em muitas situações, acaba por adotar uma postura passiva ou, no limite, por reagir com raiva. Ou seja, não consegue encontrar o equilíbrio na sua interação com o outro, respeitando o seu próprio espaço individual.

4. Sentimento de Insatisfação

Nunca nada parece estar bem! A pessoa vive regularmente em angústia e ansiedade, alimentando pensamentos pessimistas e negativos.

E, muitas vezes, não percebendo a origem dessa insatisfação cria expetativas de que algo exterior a si mesmo lhe pode dar a satisfação que não sente. Por exemplo, a atenção de outra pessoa, um evento, a comida, um objeto novo, um vicio, etc. E, assim, se passa a atribuir aos outros e ao mundo exterior a responsabilidade pelo seu próprio bem-estar pessoal e interior.

5. Ausência de Objetivos

Uma das caracteristicas da baixa autoestima é a tendência para não se definirem metas e objetivos para realização pessoal, emocional e profissional, nem desenvolver iniciativas nesse sentido.  Este comportamento, muitas vezes, é justificado com a alegado falta de tempo ou oportunidade, escondendo na verdade a inexistência de objetivos devido à presença de estados emocionais bloqueadores.

O que está a suceder é uma clara falta de conexão com atividades de concretização, na medida em que isso implicaria o risco de não consecução e frustração.

 

6. Tendência para Relacionamentos Pouco Saudáveis

As relações pessoais fazem parte das nossas vidas e podem também ser mais difíceis para as pessoas que têm uma autoestima baixa devido às suas emoções negativas. Também nos relacionamentos pessoais são comuns comportamentos de submissão ou, em oposição, de manipulação.

Se, por um lado, aquele que acha que não merece melhor e não acredita no seu valor pessoal pode submeter-se a relações disfuncionais, pouco respeitadoras e até emocionalmente destrutivas. Também pode acontecer que possa tender a aproximar-se de pessoas ainda mais vulneráveis. Ou seja, que não alarmem a sua insegurança e permitam que se sinta no controlo das situações. Dessa forma, pela inferiorização do outro, algumas conseguem por instantes sentir-se mais valorizadas.

7. Competição Social Desajustada e Ciúme

A falta de autoestima pode conduzir à permanente necessidade de estar no centro das atenções. Por isso, quando o(a) companheiro(a) simplesmente se distrai a falar com alguém, a pessoa que possui baixa autoestima pode interpretar isso como uma ameaça ou um flirt, levando-a a pensamentos e reações descontextualizadas.

Afinal, uma pessoa com pouco amor-próprio tem dificuldade em acreditar que outra pessoa possa gostar de si verdadeiramente, de modo incondicional (com as suas imperfeições), o que prejudica o relacionamento amoroso.

No mesmo sentido, é também possível que essa pessoa possa entrar nalguns processos de competição com os outros, mesmo com os que lhe são próximos (colegas, companheiro, família, etc.), procurando superá-los em todas as situações ou tudo o que possuem. E, por isso, quando sente que não consegue, pode alimentar alguns ressentimentos pela atenção que recebeu a menos ou por aquilo que o outro lhe parece possuir a mais (bens materiais, reconhecimento, etc.).

É possível melhorar a autoestima

 

A autoestima baixa causa tristeza e sofrimento, por causa da imagem deteriorada que a pessoa tem de si mesmo e das crenças, das emoções e sentimentos que se associam. Isto sucede sem que a própria pessoa tenha muita consciência do ruído interior em que vive, ou da origem dos próprios comportamentos.

Mais importante do que as causas da baixa autoestima, ou do seu porquê, é reconhecer os sinais e saber que é possível aumentar o bem bem. Não é um caminho fácil, mas é possível melhorar a autoestima.

Por essa razão, é tão importante que possamos parar, ouvir a nossa voz interior e perceber o que ela nos diz, e o que estamos a fazer com isso. Ouça a sua voz interior e explore os caminhos possíveis para a tornar na sua melhor amiga. É fundamental aprender a alimentar pensamentos e sentimentos positivos, pois há comportamentos e atitudes que podem mudar.

Agora que chegou até aqui, já sabe como é fundamental desenvolver um trabalho interior de autoconhecimento e de ajustamento de atitudes.

Quer saber como viver com mais leveza e satisfação? Conheça 8 atitudes para aumentar a autoestima e viver mais feliz.

Vídeo Inspirador

Viasualize agora o pequeno video com dicas para melhorar a autoestima e viver mais feliz.

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